Divisão de Educação

Mensalmente atualizando o que
acontece nos eixos integradores

DCAT: Carlos Roberto Viotto
Diretora: Olga Maria de Andrade Pereira Boscoli
Coordenadora: Eliane Premuli Bertaco Ramos de Paulo
Professor: Diego Durães Ferreira
6º ano - Ensino Fundamental
Escola SESI-SP de Presidente Prudente - Parque Furquim
Eixo Integrador de Linguagens - RELATO

“Respeitável Público”
circo
Entre saltos e sorrisos: o circo entra na sala de aula

“O mundo é uma escola, a vida é o circo”. Inspirando-se a partir da citação de Marisa Monte é que se deu início ao Eixo Integrador de Linguagens com o tema “Respeitável Público”. Antes de iniciarem-se as aulas, foi necessário conhecer as propostas do Guia dos Eixos Integradores, como também as sugestões de pesquisas para ampliar o repertório relacionado ao tema.

A primeira ideia foi proporcionar experiências circenses que se relacionassem às linguagens artísticas, valorizando a prática de exercícios físicos. Não há como negar que ao se falar em circo, o ar contagiante carrega consigo pulos, piruetas, saltos, rolamentos, cambalhotas e outros movimentos expressivos que permitem o conhecimento do corpo com a construção de elemento poético.

Com base nas primeiras ideias, foi iniciado o desenvolvimento do Eixo Integrador. No primeiro momento, apresentou-se o tema do Eixo e algumas ideias foram trocadas entre docente e estudantes. Cada aluno pôde apresentar uma história, uma experiência, uma curiosidade etc. sobre algo relacionado ao circo. Ainda nesse primeiro contato, os estudantes assistiram ao vídeo de acrobatas chineses: Circo da China - Roda Gigante.

Para finalizar o contato inicial, solicitei aos estudantes que trouxessem movimentos de acrobacias individuais e coletivos para a próxima aula.

No segundo encontro, na sala de Vivências Teatrais, foi proposta a vivência de acrobacias em solo (individuais e coletivas). Inicialmente, foram trabalhados alongamento e dinâmicas para autoconhecimento dos limites do corpo.

Com o objetivo de conhecer e utilizar vídeos de tutoriais, a próxima vivência aplicada foi o malabarismo com bolas. Os estudantes iniciaram com duas bolas devido à complexidade da expressividade, já que não é simplesmente jogar a bola para cima. Essa atividade será retomada no próximo semestre, já que ainda falta inserir uma bola na produção.

É chegada a hora de pensar no produto final. A sugestão escolhida foi a apresentação circense. Para iniciar o desenvolvimento do produto, os estudantes escolheram iniciar pelo desenvolvimento das palhaçarias.

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Os alunos pesquisaram sobre os palhaços brasileiros mais famosos e também a biografia do Palhaço Piolin. Após conhecerem suas histórias e assistirem a vídeos, cada estudante, teve como primeira atividade, criar um nome de palhaço. Organizados em grupos, o seguinte comando foi apresentado: “Crie um nome para você e elabore um movimento bem engraçado que represente o palhaço que você vai fazer nascer.” Ao final do encontro, cada aluno compartilhou com a turma.

Depois disso, foi realizada uma Oficina de Palhaçaria, em que os estudantes puderam perceber que, em cada apresentação de palhaço, há um contexto por trás do humor e das ações em público. Em seguida, os grupos iniciaram a criação de uma cena de palhaçaria. Cada um elaborou e apresentou primeiramente à turma para que pudessem ser feitos ajustes com dicas e sugestões. Com o objetivo de uma vivência mais significativa, eles apresentaram as cenas aos estudantes dos 1ºs e 2ºs anos do ensino fundamental.

Aproveitando a oportunidade da presença de um circo na cidade, os alunos foram assistir a um espetáculo. Após eles conheceram os espaços no entorno do circo, visitaram alguns trailers e entrevistaram artistas.

Pensando na prática de leitura em língua inglesa, como sugere no Guia, os estudantes tiveram um contato inicial com a canção “Goodbye to the circus”. A música comporá a apresentação do espetáculo que integrará o produto final

No campo da linguagem visual, os alunos, com base no circo visitado, realizaram a produção de plantas-baixas de circo. Ainda nessa linguagem, realizaram a pintura de porta-retratos com formato de circo.

A fim de teorizar conhecimentos acerca do tema, os estudantes elaboraram, em grupo, apresentações em gênero seminário com o objetivo de compartilhar conhecimentos adquiridos a partir de pesquisas sobre circos pelo mundo.

Para o próximo semestre, dentro do planejamento, os alunos organizarão outras atrações para o Espetáculo (produto final). Além disso, a partir do sucesso da apresentação de palhaçaria, eles levarão as cenas às duas creches da cidade. Ademais, alguns artistas serão convidados para uma palestra na escola.

Nas atividades circenses, pude perceber que, as apresentações de circo, exigem muita atenção com o corpo para a realização dos movimentos. Aprender sobre a história do circo e como é a vida de um palhaço me fez pensar em muitas coisas. Estou ansioso para a o dia da apresentação do Produto Final.”

Comentário

Mario Augusto Rodrigues

DCAT: Alexandre Minghin
Diretora: Loredana Costa de Oliveira e Silva
Coordenadora: Carla Helena Donadon Caetano
Professora: Silvana Aparecida D’Aquila Garcia
2° ano – Ensino Médio
Escola SESI-SP de Jaboticabal
Eixo Integrador de Linguagens - RELATO

"Mídias.com"
mídias

No início do ano letivo, apresentei aos estudantes dois temas: “Mídias.com” e “Salve, repente: as expressões da rua na sala de aula”, ambos para trabalharmos o Eixo Integrador de Linguagens. Os alunos escolheram “Mídias. Com”. Perguntei a eles o porquê da escolha, de imediato responderam que esse tema é muito conhecido por eles, além de estar em evidência.

Diante desse relato, iniciamos o trabalho. O primeiro passo foi mobilizar os estudantes sobre a temática, levei-os para o laboratório de informática para que fizessem pesquisas a respeito do tema. Depois, os estudantes fizeram a socialização com apresentação em slides.

Após a discussão, eles planejaram uma apresentação para os alunos do 9º ano sobre as vantagens e os perigos que as mídias sociais podem oferecer. Questionei-os, do porquê especificamente da apresentação para essa turma. Eles responderam que as pesquisas apontaram que os jovens que utilizam as mídias sociais de forma equivocada se encaixam nesta fase escolar.

Tudo saiu como realmente foi planejado. Os estudantes realizaram uma palestra que abordou o tema estudado. Fizeram interação, demonstrando exemplos do cotidiano, alertando os alunos do 9º ano para o uso correto das mídias sociais. No final da apresentação, um questionário foi respondido com as seguintes questões: quantas horas permanecem conectados? Que sites acessam? Quantas horas por dia estudam e se esse tempo é maior que a conexão com a internet? Os resultados mostraram que a maioria dos estudantes ficam mais tempo conectados à internet em relação a outras atividades.

Estamos no terceiro momento, em que os alunos, pensando na transformação das mídias, produziram um jornal impresso e digital. Eles se organizaram em grupos e cada um ficou responsável por uma coluna. Seguindo o planejado, fomos ao laboratório de informática para a produção do jornal. Com a ajuda da analista de suporte de informática aprenderam a utilizar o Publisher e então produziram os textos. Os estudantes se organizaram novamente para cada integrante ficar responsável na finalização do jornal, como, por exemplo, edição, correção, designer, logotipo do jornal etc. O jornal ficou pronto e foi apresentado à escola.

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Os alunos pensando em um produto final, planejaram montar uma rádio escola. Questionei como eles desenvolveriam essa rádio? Quais os materiais necessários? Quais objetivos a serem alcançados? Qual o público-alvo? Foi pedido um tempo para responder a essas questões e depois apresentar o projeto.

Na aula seguinte, fizeram a apresentação do projeto finalizado. Eles planejaram uma visita até uma rádio local para que conhecessem seu funcionamento. Além da visita, eles propuseram uma reunião com a equipe de gestores e professores para a apresentação do projeto e a possível aquisição dos recursos e materiais necessários. Solicitei que detalhassem melhor o funcionamento da rádio escola. Disseram que os materiais utilizados, como caixas de som, microfones e mesa de som, já existem na escola.

O nome da rádio será escolhido por meio de votação e a programação das atividades às sextas-feiras, no horário do recreio. Os estudantes revezariam o trabalho, informando datas dos vestibulares, participações dos professores das diferentes áreas para comentarem sobre questões e dicas de estudos. Já para uma programação que atenda estudantes de outros anos, as informações seriam desde livros mais lidos, músicas mais pedidas, notícias de eventos da escola e da cidade até recados, datas de aniversariantes etc.

Diante do exposto, espera-se que os alunos aprendam, através da prática, que a mídia passou por transformações e que as relações humanas e a produção do conhecimento foram influenciadas pelos processos comunicativos midiáticos, potencializando, assim, a comunicação. Na sociedade atual, qualquer pessoa produz e propaga diferentes conteúdos por meio dessas mídias.

A avaliação ocorre em todos os momentos do processo de ensino e aprendizagem através de pesquisas, produções textuais, trabalho em equipe.

A experiência no Eixo Integrador de Linguagens está sendo excelente, pois desenvolvemos habilidades como: trabalhar em equipe, usar corretamente a norma culta da Língua Portuguesa para elaborar o jornal do SESI. Com a criatividade e o diálogo, estamos fazendo um ótimo trabalho.”

Comentário

Isabelle Victória Oliveira Eustáquio

O projeto realizado no Eixo Integrador de Linguagens é muito interessante, pois tivemos contato com diversas mídias sociais, realizando apresentações sobre os riscos que estamos suscetíveis a enfrentar na internet. Além disso, elaboramos um jornal informativo sobre atualidades e notícias da escola. Esse processo exigiu dos estudantes trabalho em equipe, criatividade e diálogo.”

Comentário

Henrique Martucci Vidureto

DCAT: Rosemeire Casanova Nogueira
Diretora: Monica Alegret Sendra
Coordenadora: Rosana Leonezi
Professora: Deborah Maria de Castro Silva
8° ano – Ensino Fundamental
SESI-SP de Cajamar
Eixo Integrador de Linguagens - RELATO

“Vozes da África”
mídias

Iniciamos o ano ainda sem termos escolhido o tema do Eixo de Linguagens. Usamos o Datashow para a apresentação dos possíveis temas para a sala. Por votação, os alunos escolheram VOZES DA ÁFRICA.

Acionando seus conhecimentos prévios, percebi que eles não conheciam muito sobre o continente africano. Alguns dados foram postos na lousa, e partiram, então, para a busca de saberes. Foi usado o DVD do telecurso 2º grau - DVDTECA - para aprenderem sobre a história do continente. Ao terminar, em conversa, os estudantes ficaram impressionados por descobrirem que o continente africano era o berço da civilização humana.

Com o objetivo de promover reflexões e aprendizados, foi exibido um documentário sobre a arte africana, e os alunos perceberam que houve muitos saques ao patrimônio artístico da África. Eles ficaram admirados ao saberem que o Egito pertencia a África e que a arte egípcia foi saqueada e levada para a Europa. Organizados em grupos, realizaram as pesquisas e as atividades.

Devido ao desconhecimento da sala sobre os países africanos, fomos ao LIE – Laboratório de Informática Educacional para pesquisar quais países pertencem ao continente africano, suas respectivas línguas oficiais e manifestações culturais. Após os registros, algumas informações foram socializadas. Na lousa, foram listadas as descobertas realizadas no LIE.

Com o objetivo de valorizar o continente, os estudantes pesquisaram e socializaram nomes de celebridades desses continentes e suas atuações; fizeram um quadro expositivo para todo o colégio com os nomes de grandes figuras do continente africano; trouxeram celebridades dos esportes, da política e da ciência.

Em roda de conversa, foi proposta a reflexão “Se os afrodescendentes no Brasil sofriam discriminação”. Após todos estarem de acordo que há preconceito, foram convidados a vir, no sábado letivo, para uma palestra da historiadora da USP – Cildéa dos Santos.

O pátio foi organizado pelos alunos. A palestrante trouxe questões sérias de reflexão para todos da unidade sobre o negro em nossa sociedade. Disse que as pessoas valorizam a ascendência europeia, mas não evidenciam sua ascendência africana. Também pontuou comportamentos de racismo e desvalorização da beleza do afrodescendente. Momento único para toda a escola.

Em sala, foram socializadas as questões levantadas pela palestrante e foi sugerido que perguntassem em casa sobre a origem de suas famílias. Os alunos levantaram a questão da desvalorização da beleza africana.

Na primeira etapa, a proposta era nos repertoriarmos sobre o tema, aprendendo e promovendo reflexões na unidade escolar. Como material avaliativo, os estudantes, em grupo, escreveram um texto sobre a discriminação de uma cultura diferente em nossa sociedade. Aproveitamos e refletimos sobre o que é um texto argumentativo, solicitado na produção textual.

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O processo avaliativo desenvolvido no projeto é baseado na autoavaliação. Os alunos realizam no Forms, uma ferramenta disponibilizada no LIE. As notas são verificadas pelo professor e conversadas com alguns estudantes em particular para que repensem sua autoavaliação.

Além da produção textual e autoavaliação, o grupo avalia a participação de cada um de seus integrantes e justificam a nota. Caso seja percebido que algum aluno não participou das atividades, ocorrerá uma conversa com o professor promovendo reflexão sobre a fundamental participação de cada integrante da equipe.

A partir daí, resolvemos trazer uma data muito importante a ser lembrada na unidade escolar, sobre os 130 anos de libertação dos escravos. Os alunos foram às salas do ensino fundamental anos finais para colherem mensagens reflexivas sobre a data e fizeram um grande varal. Em 13 de maio colocaram o varal no corredor da escola.

Após os estudos, socializamos os possíveis trabalhos finais que poderiam ser produzidos: peças, vídeos, exposições. A arte falou mais alto: por meio de votação, venceu a exposição de artes africanas. Os alunos resolveram fazer uma grande pirâmide simbolizando a usurpação da arte egípcia e em todo o continente junto com a exposição de artes africanas. Para isso, estão recolhendo, em todo o colégio, caixas de leite vazias para construir do monumento egípcio.

A partir daí, conversamos com o professor de arte para que nos orientasse sobre possíveis trabalhos. Indicou as máscaras africanas, material de diversas possibilidades criativas. Em sala, decidimos fazer máscaras africanas para expor como projeto final. O professor de artes já havia feito com os alunos Mandalas africanas.

Então, combinamos que ele orientará sobre a construção do produto final. A proposta é fazerem pesquisas mais profundas da origem das máscaras e desenharem algumas que mais gostaram. Finalizando o semestre, os estudantes realizaram pesquisa no LIE e estão apresentando, em grupos, seminários sobre os grandes escritores africanos. Foram distribuídos nomes de escritores do continente de língua inglesa e portuguesa. .

As apresentações fecharão os estudos do primeiro semestre. Servirão como material avaliativo utilizando pauta de observação, focando nas expectativas de construção de texto na oralidade, organização da apresentação e conteúdo relevante para o aprendizado.

Ao retornarem das férias escolares, farão o cronograma para a realização do produto final e, em paralelo, pesquisarão sobre a influência da cultura africana, em especial a língua na construção do português falado no Brasil.

Durante as aulas do Eixo de Linguagens, aprendemos mais sobre a cultura africana, os povos que habitam esse continente, seus escritores e sua arte. As aulas com a professora Deborah foram bem interessantes, pois contribuíram para a reflexão de toda a turma sobre o preconceito racial em nossa sociedade.”

Comentário

Raquel Souza Becca

DCAT: Antônio Lombardo
Diretora: Roberta Silene Borges Franzin
Coordenadores: Rivelino Santos e Edna Antunes de Oliveira
Professora: João Francisco Campos Sana
2º ano A – Ensino Médio
Escola SESI-SP de Boituva
Eixo Integrador de Ciências da Natureza - RELATO

“Cio da Terra”
mídias

No início do ano letivo, apresentamos os dois temas propostos no guia para que, democraticamente, os estudantes fizessem a escolha por um deles. Por unanimidade, o tema “Cio da Terra” mobilizou-os e, nesse momento de troca de informações, percebemos que muitos têm origem camponesa e alguns com seus ascendentes diretos ainda morando no campo, sobrevivendo da agricultura na zona rural dos municípios de Boituva e Iperó.

Levantando os conhecimentos prévios, ouvimos seus depoimentos e percebemos que o tema havia despertado a identificação pessoal dos elementos que seriam estudados em relação ao cotidiano individual. A identificação certamente favoreceu o desenvolvimento da pesquisa e todo processo relacionado ao Eixo Integrador.

Neste movimento com os estudantes, já organizados em grupos, os quais foram selecionados a partir de características que equilibram e somam as habilidades, problematizamos a temática com olhar voltado aos fenômenos do cotidiano e, principalmente, da investigação da realidade, lançando desafios com os objetivos de despertar novas atitudes e promover inovações sociais relacionadas ao uso consciente e sustentável da terra e seus produtos.

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No desenvolvimento das pesquisas bibliográficas e de campo, os estudantes aprofundaram seus conhecimentos e estabeleceram contatos e parcerias significativas com algumas instituições, colaborando e participando ativamente da pesquisa para resolução dos desafios propostos: Secretarias de Agricultura e Meio Ambiente de Boituva e Iperó; Assentamento Bela Vista (Iperó); empresa Tô na Roça; restaurante McDonald´s (unidade Boituva); ambientalista Prof. Gabriel Bittencourt; historiador Prof. Rafael Kerche; pesquisadora Taciana Barreto; e professores de nossa escola, Daniel (Geografia) e Deise (Sociologia); além do analista de informática ,Fábio, e da Nutricionista, Jaqueline Sonego.

Os resultados alcançados até o momento são significativos, avaliados por meio de produções textuais, oralidade, autonomia, atitude colaborativa e produções parciais entregues. Nesse sentido, caminhamos para a concretização do produto final que desenvolverá alternativas para o reaproveitamento de alimentos (combate à fome e ao desperdício), incentivo a agroecologia e soluções para a segurança do trabalhador rural (tecnologia e robótica).

Uma educação horizontal, diferente e dinâmica. A temática do Cio da Terra, propõe, a nós estudantes, uma ponte de conhecimento que une a teoria com a vivência. Traz experiências únicas como: o contato com a terra, o conhecimento das lutas agrárias de nosso país e a valorização de nossa cultura local. Além das rodas de bate papo com diferentes profissionais, consegui contar a história da minha família e de sua experiência no campo. Foi muito gratificante fazer parte de algo tão grandioso como esse projeto. ”

Comentário

Rafaela Araújo Popst

DCAT: Benedito Aparecido Del Antônio Sampaio
Diretora: Regina Monetta Colo
Coordenadoras: Fernanda Cirineo Terra Pelegrinetti Godoy e Patrícia Aparecida Borba Aguiar Pavão
Professora: Vivian Carla Marthos Amaral Pereira
8º ano - Ensino Fundamental
Escola SESI-SP de Itapetininga
Eixo Integrador de Ciências da Natureza - RELATO

“DNA da alimentação”
alimentação

Apresentei o tema para a turma analisando os aspectos históricos da alimentação mundial e, em seguida, fizemos, em grupos, um pequeno roteiro para que os estudantes entrevistassem parentes e amigos sobre seus hábitos alimentares.

Nesse momento, surgiram questões polêmicas, como agricultura orgânica x agricultura convencional, o que significa um alimento saudável, afirmação de que saudável não é gostoso, hábitos alimentares irregulares, carências nutricionais e outras que nos levaram a pensar nos conhecimentos que os estudantes possuíam sobre os processos de produção de alimento. Então, aliamos a construção de uma horta escolar com estudos e pesquisas sobre os alimentos desde a sua produção até o consumo.

Iniciamos o processo de investigação com pesquisas, registros fotográficos para a escolha do melhor local no espaço escolar, onde a horta poderia ser instalada e se desenvolver. Verificamos a luminosidade e temperatura adequada para cultivo, preparação do solo, de mudas a partir de sementes, melhores épocas de plantio, plantas companheiras, técnicas de compostagem, preparo de substratos e correção de solo.

Realizamos parcerias com os professores das disciplinas de Matemática e do Eixo Integrador de Matemática para a medição do terreno escolhido, buscando melhor aproveitamento da área útil. Também, no sentido de auxiliar a fase inicial de preparo do solo e de mudas, contamos com o Sr. Raphael Augusto Barduzzi, engenheiro agrônomo, pai de um estudante, que ministrou uma excelente e esclarecedora palestra aos estudantes, que participaram ativamente, tirando dúvidas e solicitando orientações.

Alguns alunos já possuíam vivência de plantio e manejo de horta, pois auxiliam e acompanham seus pais e avós nesse processo. Então, para valorizar e enriquecer nosso projeto, realizamos rodas de conversa em sala para que esses estudantes pudessem também compartilhar suas experiências.

A fase inicial do trabalho foi a elaboração de um projeto consistente para a autorização da utilização do terreno escolhido, detalhando as parcerias necessárias com os setores de nutrição, manutenção e jardinagem. Em seguida, encaminhamos o projeto para a aprovação da diretora e administração do CAT.

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Após aprovado o projeto, realizamos uma reunião com coordenadora, nutricionista e responsável pela manutenção para acertar os detalhes técnicos e dar início a construção dos canteiros. Com as medições em mãos, realizei com os estudantes a demarcação do terreno com estacas e fitas coloridas, o que possibilitou a eles visualizar a área útil a ser cultivada.

Para a maior eficiência do projeto, organizei os estudantes em equipes de trabalho e pesquisa com atividades determinadas: seleção de mudas e plantio, e controle de pragas, registros escritos e fotográficos, onde cada equipe reportava seus avanços para a turma quinzenalmente. Além disso, todos os alunos ficaram encarregados de pesquisas e preparação de fertilizantes orgânicos e compostagem para a utilização futura, quando os canteiros estiverem prontos.

Nesse momento, surgiram muitos desafios, pois, mesmo com as pesquisas, algumas equipes encontraram dificuldades em produzir suas compostagens. Necessitamos então, retornar à sala para discutir o que não estava funcionando para eventuais correções.

Os alunos aprenderam vivenciando os processos de decomposição da matéria orgânica e a consequente devolução dos nutrientes ao solo e puderam também experienciar o plantio de sementes em substrato, observando tudo, desde a germinação. Em suas pesquisas, identificaram os benefícios da cultura orgânica para a saúde e os nutrientes presentes em legumes e verduras.

A avaliação tem acontecido de forma processual e, na medida em que os estudantes avançam em suas pesquisas, colocam seus conhecimentos em prática de maneira assertiva

Planejamos, após a colheita das hortaliças, realizar momentos de degustação, preparo de receitas e exposição dos resultados obtidos, visando à motivação dos estudantes para a continuidade do projeto.

Buscamos ainda, no desenvolvimento do projeto, que os alunos adotem hábitos alimentares saudáveis, diversifiquem sua alimentação e se tornem multiplicadores das práticas de cultivos orgânicos, evidenciando seus benefícios à saúde.

No Eixo Integrador de Ciências da Natureza, estamos fazendo a horta na escola, está sendo um projeto muito satisfatório e proveitoso; Aprendemos de forma dinâmica, partindo da teoria para a prática. Espero continuar colhendo os frutos desse projeto deixando a marca da nossa turma no SESI de Itapetininga."

Comentário

Giulia Cavalcante Bueno Antunes Silva

DCAT: Maria Inês Martini Pineda
Diretora: Regina Celia Rivatto da Silva
Coordenadora: Mariluci Do Carmo De Andrade
Professor: Fábio Robson Venturi
9º ano - Ensino Fundamental
Escola SESI-SP da Capital (Belenzinho)
Eixo Integrador de Ciências Humanas - RELATO
“Sorria, você está sendo filmado!”
tecnologia

O tema foi escolhido pelos alunos tendo em vista que muitos utilizam, de maneira exagerada, o celular e não têm noção de que seus recursos, embora possam ser vistos de forma positiva, acabam, na verdade, sendo explorados de forma negativa, como: redes sociais, jogos de vídeo game, conversas e postagens íntimas, além de um forte mecanismo para a prática do bullying.

Iniciamos a mobilização da sala com uma roda de conversa e a visualização de um episódio da série Black Mirror, em que os personagens eram valorizados não por suas atitudes, mas pelos “likes” que recebiam. Ao final diversos subtemas foram anotados na lousa considerando a temática: INTERNET.

O próximo passo foi a definição dos grupos, e os alunos responderam a um formulário destacando suas principais habilidades, tais como: criatividade, observação, desenvoltura, leitura, iniciativa, competividade, capacidade de liderança, trabalho em equipe.

Na sequência, os estudantes acompanharam um episódio da série Dr. House para tomarem consciência de como o trabalho em equipe e a utilização de suas habilidades são extremamente úteis para se atingir o objetivo que, nesse caso, refere-se ao produto final do Eixo Integrador.

Os agrupamentos, então, foram feitos retomando os formulários e considerei também a afinidade dos alunos. A partir daí eles escolheram entre os diversos subtemas que surgiram após nossa roda de conversa inicial, e solicitei pesquisa como tarefa de casa.

As orientações e registros foram realizados a partir do uso dos e-mails dos estudantes, no Office 365, e do professor. No retorno, fiz as devidas alterações, correções e direcionamentos.

Na segunda fase da pesquisa, utilizamos os recursos da Escola: o LIM (Laboratório de Informática Móvel), LIE (Laboratório de Informática Educacional) e slides para a divulgação dos resultados à classe. Cada um dos grupos apresentou considerando os temas: internet, espionagem, hackers, redes sociais, mídia, tecnologia, comunicação.

Posteriormente, abrimos para um debate e cada grupo avaliou o resultado dos demais por meio de uma ficha avaliativa, indicando sugestões, as quais fizeram parte da segunda etapa das pesquisas. Por fim, os alunos fizeram a autoavaliação considerando suas habilidades e comprometimento com os objetivos e o trabalho em grupo.

Na sequência das atividades, sugeri a eles que considerassem os exemplos de produto final disponíveis no caderno de orientações dos Eixos Integradores, com a possibilidade de introduzirem outros produtos. Então, as turmas optaram pelos seguintes: palestra, site, documentário, apresentação teatral e um jornal virtual (recurso que conta com a participação do estagiário de Ciências Humanas da Faculdade SESI-SP).

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Em seguida, os grupos receberam orientações sobre como cada um fazer seu produto final, tarefa que também foi importante para mim, que aprendi com os alunos sobre elementos que compõem uma palestra, que recursos usar para elaborar um site, como definir um roteiro para um documentário e para uma peça de teatro.

Outro ponto importante a se destacar é a autonomia do estudante que assimila a pratica da utilização de todos os espaços da escola sem a tutela do professor, ou seja, ele tem noção de que o aprendizado, a troca de experiência e a produção ocorrem fora da sala de aula. Essa prática foi bastante produtiva, pois no ano anterior não tivemos ocorrências disciplinares ou de vandalismo mesmo os alunos ficando sozinhos em espaços da escola enquanto o professor circulava dando as respectivas orientações.

Conversei com as turmas e orientei que o produto final será apresentado como um circuito. Os visitantes serão convidados a entrar em um mundo virtual partindo das palestras, recebendo orientações sobre os temas e suas respectivas definições. Depois continuarão visualizando o site, respondendo a questões que originarão os gráficos acerca do uso da internet e suas mídias.

Prosseguirão assistindo aos documentários sobre os usos das redes sociais e depoimentos de pessoas que atuam no setor, como entrevista a juízes da vara de combate aos crimes virtuais e internet; por fim, acompanharão a apresentação teatral sobre o tema e será retomado o resultado das pesquisas efetuadas na visualização do site como forma de reforço na reflexão do uso da internet.

O trabalho no Eixo Integrador também priorizará a interdisciplinaridade, pois as pesquisas e a elaboração do produto final contarão com o auxílio dos demais professores da unidade escolar: Língua Portuguesa na elaboração dos roteiros, das entrevistas, avaliação das apresentações para que se adequem aos gêneros etc.; Arte na confecção de folders (fontes, imagens, layout); Língua Inglesa na transformação dos folders em material bilíngue; Matemática na construção, elaboração e analise dos gráficos; Assistente Suporte de informática na elaboração dos recursos audiovisuais para os documentários.

Consideramos também, em virtude de experiências anteriores, a proximidade dos outros temas dos Eixos Integradores, a elaboração das tarefas, a apresentação dos produtos finais mais amplos e abrangentes.

Durante a segunda etapa do processo avaliativo, os estudantes apresentarão os resultados de suas pesquisas, primeiramente para os colegas de sua classe, pelos quais serão avaliados por meio de uma ficha de acompanhamento e sugestões.

Depois de feitas as alterações, os alunos utilizarão os respectivos espaços da escola como sala de reuniões, Laboratório de Informática, Circuito (dramatização) para apresentação aos demais alunos e professores da escola que também os avaliarão de acordo com a ficha de acompanhamento.

Para a conclusão da avaliação do trabalho nessa etapa, todos os envolvidos no projeto farão autoavaliação tendo como referência a primeira já feita na etapa anterior, com destaque aos avanços no comprometimento e cumprimento das tarefas.

Além da apresentação final na unidade escolar, está sendo verificada a possibilidade de apresentar os temas à comunidade em eventos que poderão ser planejados em duas entidades: Biblioteca Pública Hans Cristhian Andersen ou na Fábrica de Cultura do Bairro do Belém.

O grupo decidiu construir um site por ser um meio de comunicação muito acessível atualmente. Os integrantes contribuíram para a sua produção por meio de pesquisas, ideias e debates. Entre outros trabalhos, foi produzido um questionário sobre o tema e aplicado aos alunos e professores da escola."

Comentário

Caulani Cristina Moreira Franco

Comentário

Laura da Costa Lima

DCAT: Vera Lúcia Augusto
Diretora: Teresinha Aparecida Bernardineli de Oliveira Melo
Coordenadora: Maria de Lourdes Brandão e Silva
Professora: Simone Regina Casorla
2ºs anos A e B – Ensino Médio
Escola SESI-SP de Limeira - Alto da Boa Vista
Eixo Integrador de Ciências Humanas – RELATO
“... Acena pra ninguém ”
migrações

A Ciência Humana envolve e agrega conhecimentos que por ora parecem distanciados, mas que visam compreender e melhorar a condição humana. Foi nesse sentido, que a proposta do Eixo Integrador foi sugerida para o trabalho em sala de aula, nos 2º anos A e B do ensino médio

Esse trabalho tem como objetivos possibilitar aos estudantes a compreensão das diversas circunstâncias que levam às migrações ao longo da história no mundo e no Brasil, bem como analisar a condição de vida dos imigrantes em nossa localidade, propondo ações colaborativas para mudar a sua realidade.

Iniciando a primeira etapa de 2018, foi apresentada a música “O Emigrante” de Roberto Leal, cujo verso intitula o tema de estudo. Vídeos amadores compartilhados em redes sociais também foram selecionados e exibidos para as turmas, contextualizando e discutindo o sentido da frase “acena pra ninguém”.

Motivados a iniciar o levantamento de dados, os estudantes, organizados em duplas no LIE - Laboratório de Informática Educacional, identificaram e caracterizaram os principais fluxos migratórios da atualidade. As informações foram compartilhadas e registradas na lousa e no mapa-múndi fixado ao mural da sala de aula.

Com o intuito de aprofundar a pesquisa, os grupos escolheram um dos fluxos apontados previamente e, a partir de questionamentos norteadores e orientações apontadas em formulário, construíram seminários. Para executar tal tarefa, continuaram contando com o apoio do LIE para coletar, selecionar, analisar, estruturar e compartilhar as informações.

Ao longo das apresentações, buscou-se discutir e estabelecer relações entre os temas expostos, traçando um panorama a respeito das migrações no período de Globalização, destacando o aumento do número de refugiados no mundo. Porém, muitos estudantes ainda estavam inseguros quanto ao uso de conceitos importantes como: migrante e refugiado. Assim, permitindo o uso de celulares com acesso à web em classe, indicou-se a busca dos significados em dicionários online e a definição proposta em artigos, comparando-os.

No intento de avaliar o produto parcial, retomamos o formulário previamente entregue, realizamos a retomada dos critérios e professor e alunos foram apontando o que conseguiram atingir plenamente e o que ainda precisavam aprimorar.

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Iniciando a segunda etapa de 2018, contando com apoio do Bibliotecário da escola, Paulo Caires, que atua no projeto, os estudantes receberam Elisa Gabriel da Costa, presidente do Conselho Municipal dos Interesses do Cidadão Negro de Limeira (COMICIN), os professores voluntários que atuam na ação "Alfabetização em Língua Portuguesa para Imigrantes" e o haitiano, Altês Ina, para um bate-papo na Biblioteca Escolar.

Partindo das questões elaboradas pelos próprios alunos, a atividade possibilitou o aprofundamento da pesquisa abordando: a motivação e a satisfação do trabalho voluntário; a história do Haiti e o fluxo emigratório; as dificuldades de integração do imigrante na comunidade local, destacando como principal obstáculo o domínio da Língua Portuguesa. A experiência suscitou a capacidade de ler a própria realidade, despertando a vontade de colaborar.

Organizados novamente em equipes e com tarefas diferentes, mas complementares, os estudantes elaboraram e estão implantando uma campanha solidária de arrecadação de materiais escolares na escola, que será doado no início do segundo semestre, atendendo às necessidades dos estudantes haitianos carentes.

O programa de alfabetização para estrangeiros teve início em meados de 2017, a partir da solicitação do haitiano Andonick ao COMICIN. Atualmente, atende, aproximadamente, 60 alunos assíduos, organizados em nove turmas, localizadas em três bairros da cidade: Centro (Sede do Conselho), Santa Eulália (Emeief. Prof. José Justino) e Novo Horizonte (Ceief. Prof. Maria Paulina Provinciato).

No intento de avaliar o produto parcial, retomaremos as orientações das diferentes tarefas que culminarão com a entrega dos materiais arrecadados, identificando avanços e dificuldades na execução.

Uma das turmas já está planejando o produto final que será apresentado na Feira em novembro: a “cabine da empatia”. Lugar onde o participante utilizando um notebook com fone de ouvido irá ler e escutar uma série se frases simples do dia a dia em Crioulo Haitiano, buscando sensibilizar o público sobre os obstáculos enfrentados pelos imigrantes em nosso país.

O que mais me chamou a atenção e me deu engajamento para o projeto foi saber das dificuldades de comunicação enfrentadas pelas famílias haitianas que vivem em minha cidade. O depoimento dos participantes foi uma lição de vida para nós. Estamos divulgando a campanha de arrecadação de materiais escolares para colaborar com a alfabetização em Língua Portuguesa para estrangeiros.”

Comentário

Bruna Matos Calice

DCAT: Mario Eugênio Simões Onofre
Diretora: Walkiria Helena Daolio Negretti
Coordenadora: Juliana Gonçalves Meazzini de Oliveira
Professor: Clóvis Mendonça Graça Claro
7ºs anos A e B - Ensino Fundamental
Escola SESI-SP de Bragança Paulista
Eixo Integrador de Matemática - RELATO

"Sol, chuva e ventania. Vem daí toda a energia?"
migrações

No primeiro dia de aula, expliquei aos alunos sobre os Eixos Integradores; apresentei, por meio de slides, os dois temas para trabalharem durante o ano de 2018; passei um vídeo motivacional acerca da importância do trabalho em equipe; e falei que, juntos, fazemos mais e melhor.

Na segunda aula, na roda de conversa, discutimos os temas; levantei os conhecimentos prévios sobre o assunto e lancei o seguinte desafio: “O aumento do consumo de energia elétrica, em razão do consumo acelerado, tem provocado a construção de mais usinas hidrelétricas, causando impactos ao meio ambiente, sem contar que o valor de energia começa a ficar mais cara para o consumidor.”. Quais estratégias são viáveis em sua casa e/ou cidade para redução de consumo, favorecendo a economia familiar e da escola?

Após a problematização, levantei alguns questionamentos aos estudantes:
a) Você valoriza a iluminação natural em sua casa?
b) Você deixa as luzes acesas de sua casa ou quando sai de um ambiente?
c) Você desliga os aparelhos da tomada e carregador de celular quando não estão em uso?
d) Em sua casa ou escola, as lâmpadas são de LED?
e) Quando ninguém está na sala de aula, luzes, ventiladores e TV são desligados?
f) Será que todo brasileiro tem energia elétrica nas suas casas?
g) Quais outras fontes alternativas de produção de energia elétrica que você conhece?

Também trabalhei alguns vídeos em sala de aula:
a) De onde vem a energia elétrica?
b) Dicas para poupar energia elétrica.
c) Cuidado com o apagão – Turma da Mônica.
d) Geração de energia elétrica pelas ondas do mar.
e) Documentário: Geração de energia.
f) Acidentes causados pela corrente elétrica.
g) Sesinho: Brincando e aprendendo – desperdício.

No Laboratório de Informática Educacional - LIE, os alunos realizaram algumas pesquisas e, depois, socializaram com a classe:
a) Como criar planos de economia e consumo de energia elétrica.
b) Descobrir, desenvolver e/ou sugerir novas fontes de energia e meios de transmissão.
c) Porcentagem da população brasileira e mundial que não tem acesso à energia elétrica.
d) Leitura da edição 138 do Sesinho – Energia Limpa. (Consulta na internet e biblioteca)

Em grupos, os alunos realizaram pesquisa de campo envolvendo vizinhos, familiares e escola:
a) pesquisaram 20 pessoas sobre as ações que realizam na economia de energia elétrica.
b) levantaram o valor e o consumo de energia elétrica em suas residências, nos últimos três meses.
c) consultaram, junto à equipe de Gestão Escolar, o plano de economia de energia elétrica e ações.
d) levantaram, na secretaria, o valor e o consumo de energia elétrica da escola nos últimos seis meses.

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Após as coletas de dados, os estudantes organizaram as informações. No momento, estão em fase de análise. No próximo semestre, realizaremos interpretação e levantamento de ações para economizar energia elétrica em casa e na escola, com a apresentação dos dados em forma de tabelas e gráficos, os quais serão divulgados no produto final.

Em 05 de abril, os estudantes realizaram uma visita ao SENAI-SP e assistiram palestras sobre Energias Renováveis e Indústria 4.0, ministradas pelo Dr. Ítalo George Leite, as quais se somaram aos temas dos Eixos Integradores de Matemática e Ciências Humanas

Para o segundo semestre, utilizaremos os conhecimentos matemáticos para solucionar problemas do cotidiano no cálculo do consumo de energia elétrica, potência de aparelhos eletroeletrônicos, os valores das bandeiras, cálculo da carga tributária (imposto sobre imposto) nas contas de energia elétrica, cálculo do valor da conta de energia elétrica das residências dos estudantes e da escola e, ainda, cálculo da composição de energia elétrica referente ao valor da conta de luz.

Entre os resultados que começam a ser evidenciados, percebe-se que os estudantes estão tomando consciência da importância de economizar energia elétrica tanto na escola como em casa, e temos testemunho de pais que estão também realizando ações para economizar em seus lares.

Neste primeiro semestre, avaliei, individual e em grupos, as etapas de investigação, pesquisas, relatórios, análise de dados e tomadas de decisão.

Nós, estudantes dos 7ºs anos A e B, fomos ao SENAI, assistimos a uma palestra sobre fontes de energia renováveis e conhecemos o local. Foi uma ótima experiência de aprendizado, também muito divertida pelo fato de poder interagir e, ao mesmo tempo, conhecer coisas novas.”

Comentário

Lívia Gonçalves Siqueira

DCAT: Carlos Roberto Vioto
Diretora: Solange Maria Baldim Marquez
Coordenadora: Aline Tamarino Bulgam
Professor: Carlos Eduardo Cavalheiro
1º ano - Ensino Médio
Escola SESI-SP de Osvaldo Cruz
Eixo Integrador de Matemática - RELATO

“Legal para você, ideal para todos”
inclusão

Segundo pesquisas prévias, não existe cidade brasileira que serve de modelo quando a questão é a acessibilidade. Nas pequenas cidades, temos o problema dos transportes públicos não adaptados para essas pessoas e, em todos os municípios, encontramos problemas sérios de pavimentação das calçadas, o que dificulta a circulação de pessoas em cadeira de rodas, idosos, mulheres com saltos altos, obesos e outras pessoas com mobilidade reduzida.

Também ainda são muito raras rampas de travessia de ruas bem executadas; sinalização tátil direcional e de alerta; sinais sonoros e informações em braile para as pessoas cegas; placas, painéis de informação que apresentem letras grandes ou com contraste de cor para as pessoas com baixa visão; sinalização visual em lugares importantes com avisos para as pessoas surdas.

Por esses motivos, faz-se necessária a inclusão socioespacial de pessoas com deficiência por meio de atividades de ensino, pesquisa e sugestão de projetos de arquitetura e urbanismo voltados para a eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanas e como instrumento de conscientização em relação às condições de acessibilidade para pessoas com deficiência e idosos.

No trabalho com os estudantes da cidade de Osvaldo Cruz, houve a necessidade de que a cidade fosse revisitada com outro olhar: o olhar da pessoa com deficiência, levando os alunos a ver, por outro ângulo, os locais pelos quais transitam em seu dia a dia.

Já nas primeiras semanas de trabalho, o retorno foi muito positivo: registraram ruas e calçadas intransitáveis, rampas de acesso irregulares, malconservadas ou de difícil acesso e outros problemas que dificultam a locomoção dos deficientes físicos que fazem uso de cadeiras de rodas, andadores ou bengalas, bem como de idosos, pessoas com carrinhos de bebê ou mulheres com salto alto.

Em um segundo momento, os alunos mediram as dimensões da cadeira de rodas de propriedade da escola (65 cm x 103 cm), voltaram às rampas e verificaram sua largura e seu comprimento para analisar o espaço que ela ocupa na manobra sem ajuda de terceiros, ou seja, com foco na independência do cadeirante.

A coleta de informações foi realizada por meio de caminhadas pela cidade (bairros e centro), registro por fotos, entrevista com pessoas portadoras de deficiências diversas, parceria com o Jornal Cidade Aberta, cujo Diretor Executivo, Alessandro Ferreira da Costa, cedeu-nos o acervo de reportagens do jornal.

Procuramos matérias envolvendo pessoas com deficiência e que foram prejudicadas pela falta de acessibilidade no município. Com base nas informações dos jornais, planejamos fazer o comparativo da mesma situação no ano da publicação e atualmente.

Para termos argumentos na discussão com autoridades locais, pesquisamos, junto aos canais do IBGE e por meio de documentos cedidos pelo Jornal Cidade Aberta, as estatísticas referentes aos deficientes físicos de nossa cidade, priorizando a quantidade, o tipo de deficiência e os bairros onde moram.

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De posse de todas as informações, chegamos à conclusão que tais deficientes não recebem atenção dos meios de acessibilidade física (rampas de acesso, sinais táteis, calçadas e ruas em boas condições) em seu próprio bairro, apenas no centro da cidade.

Com base em pesquisas realizadas no LIE e na Biblioteca Escolar, os alunos observaram que, em várias cidades brasileiras, existem conselhos municipais voltados à pessoa com deficiência. A partir dos dados coletados, a Prefeitura Municipal foi procurada para verificação da existência do referido Conselho em nosso município. Como a resposta foi afirmativa (lei nº 3007 de 11 de novembro de 2013), os estudantes fizeram várias tentativas de contato com os dirigentes do referido conselho e não tiveram sucesso até o momento.

A próxima etapa será uma consulta junto ao Demutran (Departamento Municipal de Trânsito) para solicitação de esclarecimentos a respeito do órgão responsável pelos meios de acesso físico às ruas e calçadas do nosso município.

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Em paralelo às tentativas de contato com os órgãos públicos, os estudantes estão trabalhando na criação de um APP que mostra às pessoas interessadas os locais de nossa cidade que apresentam rampas de acesso e em quais condições de manutenção essas se encontram.

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O objetivo do APP é facilitar o planejamento de rotas para pessoas portadoras de deficiência e que façam uso de cadeiras de rodas, andadores ou bengalas que necessitam sair de suas casas e ir até o centro da cidade.

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Portanto, o projeto terá por objetivo a criação do APP e a solicitação de providências junto ao Conselho Municipal, Demutran ou qualquer órgão competente, para o correto atendimento às pessoas portadoras de deficiência moradoras em nosso município.

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Através do Projeto, que focava nos deficientes, tivemos que observar a cidade com outros olhos, para, assim, percebermos suas dificuldades e suas necessidades; a partir desse ponto, estamos desenvolvendo um aplicativo para melhorar a acessibilidade dos deficientes dentro de nossa cidade."

Comentário

Pedro Henrique Fochi Colati

Comentário

Ashiley Marchan Mendes

DCAT: Jader Luiz Serni
Diretora: Leila Aparecida de Brito Germano
Coordenadora: Solange Roseli Paesani
Professora: Viviana Goto Puttini
9º ano – Ensino Fundamental
Escola SESI-SP de Botucatu
Eixo Interáreas

"Da geração baby boomer à geração alfa"
inclusão

O tema “Da geração baby boomer à geração alfa” a ser desenvolvido com os estudantes do 9º ano envolve os conflitos entre as gerações. Trata-se de uma questão latente no campo das relações humanas e responsável por diversas manifestações: culturais, políticas, econômicas, sociais, científicas, entre outras.

A temática sugere um trabalho com interseção das distintas áreas do conhecimento, devido à multiplicidade de impactos e aos desafios que possam surgir, uma vez que a convivência entre as diferentes gerações é muito complexa, mas é também fundamental para a transformação, reconstrução e releitura das tradições presentes nos espaços comuns, abrangendo as esferas familiares, escolares, comunitárias, religiosas e políticas.

Sendo assim, os estudantes deverão refletir, discutir e propor ações de convivência entre as diferentes gerações que proporcionem a troca de sabedorias, conhecimentos e modos de pensar sobre as relações com o mundo, dando um movimento de renovação entre as gerações, promovendo o pensar crítico sobre as políticas públicas e educacionais que favoreçam vivências entre as gerações, buscando solucionar tais desafios.

Para iniciar o desenvolvimento da temática, após a organização dos grupos e das divisões das responsabilidades de cada componente, com o objetivo de levantar os conhecimentos sobre gerações, foram entregues algumas imagens e charges para que fossem analisadas e, a seguir, socializadas em plenária quais os sentimentos, as impressões, as angústias, as dúvidas, os questionamentos de cada grupo.

Partindo da socialização, foram lançados questionamentos sobre as relações entre adolescentes e adultos, buscando sensibilizar, mobilizar e levá-los a refletir e discutir sobre a temática. Em seguida, foi solicitado aos estudantes, que, em grupos, realizassem uma pesquisa sobre as diferentes gerações. Cada equipe recebeu um envelope com a geração que deveria pesquisar e orientação de que sua pesquisa fosse mantida em segredo até o dia marcado para a socialização.

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Marcamos uma data, fizemos os combinados e elaboramos os critérios avaliativos para a socialização. Cada grupo apresentou sua pesquisa em plenária, revelando, apenas neste momento, a geração que pesquisara. Após as apresentações, foi aberto espaço para a troca de conhecimentos entre os pares em uma roda de conversa.

Na roda de conversa, os estudantes acharam que seria interessante sistematizar a pesquisa e divulgar para a comunidade escolar. Foi realizada uma enquete entre os estudantes para escolher a melhor forma de divulgação e optou-se pelo folder. Então, cada grupo, com base em suas pesquisas no LIE - Laboratório de Informática Educacional, utilizando o software Canvas, criou um folder para descrever cada geração, os quais foram impressos e expostos em um mural no pátio da escola.

Durante as socializações, surgiram questionamentos sobre o impacto das guerras (Primeira e Segunda Guerra Mundiais) nas gerações. Partindo dos questionamentos, realizamos pesquisas sobre o assunto, também parceria com os professores de História e Geografia e assistimos ao filme Pearl Harbor, levantando diversas questões que foram discutidas em momentos coletivos.

Atualmente, diante do desafio: “O Brasil é um país de idosos?”, estamos realizando pesquisas no site do IBGE para levantar dados sobre a população brasileira.

Os alunos foram avaliados durante todo o processo de forma individual e coletiva. Foram definidos critérios avaliativos para cada produto (folder, rodas de conversas, entrevistas, pesquisas) e os feedbacks foram constantes. Os estudantes aprenderam sobre a importância de entender as diferenças entre as gerações para compreender a própria geração e a convivência familiar e social.

O produto final será um debate com grupos pequenos, motivados a partir de uma dramatização apontando um problema de relacionamento de cada geração. Haverá troca de conhecimento, informações e experiências por meio desse debate.

As atividades relacionadas ao tema nos fez entender um pouco mais sobre as gerações, proporcionando diversas reflexões. Gostei da atividade de produção de folder, pois envolveu a tecnologia, deixando as aulas mais prazerosas.”

Comentário

Eduardo Augusto Pereira André

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  • Eixos Integradores

    Escola SESI-SP de Monte Alto

    “A cada aula, os alunos encontram oportunidades de descobrir novas formas de pesquisar, debater, sugerir e propor ideias. Assim, até os que não se interessam, rendem-se a essa oportunidade de aprender mais.”

    Comentário
    08/06/2018 às 20h39
    Julio Cesar Encinas Rabaza
    Professor
  • Eixos Integradores

    Escola SESI-SP de Itapira

    “Queridos educadores,Achei muito oportuno a pequena socialização dos trabalhos desenvolvidos nos diferentes eixos integradores. Tenho acompanhado com bastante entusiasmo o que nossos estudantes produzem em nossas aulas. Bela iniciativa. Abraços!”

    Comentário
    10/05/2018 às 16h40
    Luís Francisco Soriani
    Professor
  • Eixos Integradores

    Escola SESI-SP de Ribeirão Preto

    “O trabalho com os Eixos Integradores partiu de uma situação desestabilizadora tanto para os alunos quanto para os professores, mas com muito trabalho em equipe, pesquisas e situações desafiadoras, todos aprenderam a lidar com o novo, através da partilha de responsabilidades, do espaço do ouvir e aceitar as opiniões, de proporcionar um espaço de equidade para todos. No final, aplausos para algumas atividades e, acima de tudo, replanejamento para o crescimento de todos com muita reflexão e ousadia. Parabéns à rede SESI-SP por mais esta iniciativa!”

    Comentário
    07/05/2018 às 14h03
    Elaine Cristina Rizzuto Cruz
    Coordenadora pedagógica
  • Eixos Integradores

    Escola SESI-SP de Limeira

    “Estudar, entender, aplicar e empreender: o resultado é o sucesso e uma experiência inesquecível. Parabéns aos alunos, à equipe escolar de Limeira e a todas as escolas SESI-SP.”

    Comentário
    06/03/2018 às 18h38
    Vera Lucia Augusto
    Diretora de Centro de Atividades